Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional São Paulo

Estudo aborda a geometria tridimensional quantitativa do envelhecimento das pálpebras

Para ampliar a caracterização do envelhecimento facial em três dimensões, pesquisadores do Hospital Municipal de Taipei, da Universidade de Medicina de Taipei, em Taiwan, desenvolveram uma técnica para capturar estruturas periorbitais em diferentes faixas etárias. Para isso, foram utilizadas imagens tridimensionais (3D) e coleta de dados em nuvem de pontos. O trabalho foi publicado no periódico científico PRS Global Open, em novembro deste ano.

O trabalho conta com 46 mulheres brancas, divididas em três faixas etárias: 20 a 39 anos, 40 a 59 anos e mais de 60 anos. As pacientes tiveram o rosto digitalizado com o sistema de fotogrametria Canfield 3D, sendo que os dados foram exportados para o software de processamento em nuvem de pontos CloudCompare.

Depois disso, os pesquisadores selecionaram diversos pontos manualmente, especificando margens palpebrais, vincos e cinco características periorbitais, que forneceram a base para um modelo ajustado e uma análise de componentes principais (PCA).

A significância estatística potencial entre as faixas etárias foi avaliada quanto aos valores de PCA correspondentes à geometria palpebral de cada indivíduo.

Dessa forma, surgiram três tendências em relação ao aumento da idade e da anatomia palpebral:

    1. Largura e altura da fissura palpebral diminuem, com a largura diminuindo mais rapidamente
    2. Profundidade do canto lateral em relação ao canto medial diminui
    3. Vinco superior se torna mais variável

As análises de variação dos valores de PCA entre as faixas etárias mostraram diferenças estatisticamente significantes entre os grupos mais jovens e mais velhos. Portanto, a fotogrametria tridimensional permite uma avaliação rigorosa e confiável do envelhecimento da pálpebra.

Os resultados sugerem alterações induzidas pela idade nas posições da margem palpebral, dobras e do canto lateral, que foram observadas, mas pouco quantificadas até o presente momento.

Leia mais aqui:
https://journals.lww.com/prsgo/Abstract/latest/A_Comparison_of_Fat_Graft_Processing_Techniques_.97705.aspx

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