Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica - Regional São Paulo

Lipoenxertia vibratória por expansão: uma nova técnica para transplantes de gordura de grande volume

Apesar do rápido crescimento, a lipoenxertia glútea é uma cirurgia em busca de ciência e de uma técnica ensinável. Longos tempos de operação, transferências tediosas de seringas, incapacidade de modelar o local receptor e o risco de embolia gordurosa são obstáculos para o procedimento.

Lipoenxertia

Lipoenxertia

A lipoenxertia vibratória por expansão é uma estratégia cirúrgica sem seringa, que é uma extensão lógica da Separação, Aspiração e Equalização de Gordura (SAFELipo). Na lipoenxertia vibratória por expansão há ruptura simultânea do tecido conjuntivo da área receptora, expansão interna usando cânulas com ponta expandida e preenchimento desses espaços com gordura propelida por uma bomba de rolete. Em artigo publicado no Plastic and Reconstructive Surgery de maio de 2018, Daniel Del Vecchio e Simeon Wall Jr. relataram sua experiência com essa técnica ao longo de cinco anos.

Foram revisados 2.419 casos consecutivos de lipoenxertia vibratória por expansão para glúteos. O seguimento médio foi de 12 meses. Essa técnica é dependente do uso de cânulas de maior calibre conectadas a uma bomba de rolete e a um dispositivo oscilatório de lipoaspiração assistida, que é menos trabalhosa, permitindo potencialmente um melhor conhecimento da localização da ponta da cânula em todos os momentos durante o procedimento.

Os tempos de operação foram em média de 1 hora e 40 minutos. O volume médio de gordura inserido foi de 1.003 cc. As complicações incluíram seroma na área doadora, infecção e uma embolia pulmonar tratada com anticoagulação. Não houve casos de embolia gordurosa ou morte.

Os autores sugerem que a lipoenxertia vibratória por expansão é um novo método para o transplante de gordura em grandes volumes. Evitar embolia gordurosa exige que o cirurgião tenha conhecimento total da localização da ponta da cânula em todos os momentos durante o procedimento.

Cânulas livres de seringa, de maior calibre e menos flexíveis, combinadas com técnicas que exigem menos esforço da extremidade superior do operador, resultando em menos fadiga, podem contribuir para evitar essa terrível complicação.

 

Leia mais aqui: https://journals.lww.com/plasreconsurg/Fulltext/2018/05000/Expansion_Vibration_Lipofilling___A_New_Technique.10.aspx?WT.mc_id=HPxADx20100319xMP